Invista na alimentação durante a gestação

gravidez_alimentacaoA alimentação é um dos fatores comportamentais que mais influencia em nossa qualidade de vida. E durante a gestação, momento em que há uma maior necessidade de nutrientes para manutenção da saúde materna e garantia de adequado crescimento e desenvolvimento do feto, é certo que uma nutrição adequada se faz necessário. Dietas deficientes ou também o excesso alimentar estão relacionados com prejuízos tanto à mãe como à criança.

Além disso, hoje já se sabe que muitas das principais doenças da idade adulta têm origem ainda na vida intrauterina. Pois é durante toda a gravidez que a nossa história física e mental começa a ser construída. Estudos demonstram que fatores como o estresse, exposição a substâncias tóxicas, alimentação inadequada e descontrole hormonal durante a gestação podem comprometer ou alterar o desenvolvimento fetal e, consequentemente, predispor ao aparecimento de diversas doenças na idade adulta, tais como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, câncer e até depressão.

O acompanhamento com uma nutricionista durante a gestação tem como alguns dos objetivos:
– minimizar desconfortos como enjoos, azia, refluxo, inchaço e constipação;
– orientar em relação ao consumo de adoçante, chá, tempero, cafeína e tipo de gordura;
– cuidar para que a alimentação forneça nutrientes essenciais para esta fase;
– elaborar uma suplementação nutricional individualizada, respeitando tanto o período de gestação como os hábitos e histórico da mãe;
– prevenir o aparecimento de infecção urinária, hipertensão e diabetes gestacional, entre outras complicações.

As orientações nutricionais devem ser individualizadas, porém abaixo seguem algumas mais generalistas:
– Ganho de peso: No primeiro trimestre o ideal é que haja um ganho de até 2 kg e a partir do 2° trimestre, o aumento deve ser 400g por semana. Deve-se ganhar cerca de 10 a 12kg durante a gestação.

– Calorias: No primeiro trimestre a mãe não precisa ingerir mais calorias, somente a partir do segundo e também no terceiro trimestre. Porém em todos os momentos, deve-se preocupar com a qualidade dos alimentos, priorizando refeições variadas, coloridas, equilibradas e moderadas.

– Peixes, frutos do mar, ovos, carne bovina e suína: Esses alimentos não devem ser consumidos crus ou malpassados, com objetivo de prevenir microorganismos nocivos à saúde da mãe e do bebê. Leites e queijos não pasteurizados também podem ser fonte de bactérias ruins e assim não devem ser consumidos.

– Mercúrio: peixes como cação, peixe-espada, tubarão e panga devem ser evitados, por conter grande quantidade de mercúrio, um metal tóxico. Outros peixes são seguros e devem fazer parte da alimentação. Essa recomendação é valida também para quem esteja tentando engravidar ou em período de amamentação.

– Bebida alcoólica: O consumo de álcool dever ser excluídos durante a gestação, assim como o consumo de drogas, agrotóxicos, fumo e remédios sem prescrição médica.

– Cafeína: Alimentos e bebidas que possuem cafeína, como café, chá preto, chá mate, refrigerante de cola devem ser evitados ou consumidos com moderação.

– Suplemento de vitaminas e minerais: Indica-se o consumo de suplemento durante toda a gestação, e se possível, até 3 meses antes de engravidar. Esses nutrientes são necessários para suprir as necessidades aumentadas durante a gravidez, e diminuir a ocorrência de malformações, abortamento, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, trombose, nascimento prematuro, entre outras. Porém, vale lembrar que nem sempre um suplemento é bom, somente quando este é completo (composto por todas as vitaminas e minerais) e individualizado conforme não somente a gestação, mas todas as características daquela mãe. Estudos mostram que a suplementação de alguns minerais e ômega 3 no pai também melhoram a fertilidade e qualidade do esperma.

– Frequência alimentar: não deixar de realizar uma refeição a cada 3 horas, para evitar enjoos, azia, má digestão e tonturas, além de manter estáveis os níveis de açúcar no sangue e possibilitar uma alimentação mais completa.

– Má digestão: Se houver desconforto, abrande os alimentos (deixe-os mais moles) e dê preferência por aqueles de fácil digestão como os carboidratos (arroz, pão, macarrão e batata) e evite alimentos ricos em gordura ou com excesso de proteína.

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